No fim de semana de 7 e 8 de Abril, foram realizados 2 Workshops sobre Reiki em Animais na APCA (Associação de Proteção aos Cães Abandonados), um para voluntárias e outro para Dirigentes e Funcionários. Compareceram 13 pessoas no  total.

Estes Workshop’s tiveram lugar no espaço do Núcleo de S.Pedro de Sintra, cuja Coordenadora, Paula Baúto tão gentilmente colocou à disposição para aqueles eventos.

Foi incrível o interesse demonstrado pelas voluntárias que, através de perguntas e dúvidas, fizeram com que a duração do Workshop se alongasse muito mais do que o previsto, manifestando grande vontade em saber mais sobre o Reiki em Animais.

A Direção da APCA também ficou mais elucidada com o trabalho que se tem feito na associação ao nível do Voluntariado Reiki em Animais.

Concluiu-se que existem duas voluntárias iniciadas em Reiki e que ainda não estavam a aplicar Reiki aos animais residentes.

Durante o mês de Abril foi realizada uma aula prática, contudo apenas uma das voluntárias – A Filipa de 17 anos, pôde comparecer.

A Madalena, que já há muito tempo vinha pedindo para ir ao canil, também foi nesse dia. Ela tem aulas de Reiki na escola, onde os 5 princípios foram adaptados à idade das crianças.

Senti-me muito grata por esta oportunidade e acredito que trabalhei honestamente para mais um evento de divulgação desta terapia complementar, que pode ter benefícios incríveis em animais à guarda de Associações e Canis Municipais.

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Aqui fica o testemunho de ambas, que poderão sem dúvida, vir a ser a futura geração de Terapeutas de Reiki em Animais.

O reiki tornou-me uma pessoa mais calma, conectada comigo própria e com os outros, transformou a minha frustração em harmonia, porque aprendi a gerir o que sentia. Aprendi a ouvir os sinais do meu corpo, a percebê-lo e interpretá-lo, sem palavras e sem explicações.

Para além de mim, existe todo um mundo que interfere com o meu sem saber o porquê, o porquê de sensações e sentimentos de outros me afetarem como se fossem meus e a consequente vontade que tenho de os resolver.

Mas o mais importante é que o reiki me faz sentir, na pura essência do ato de sentir, algo que não tomamos como prioridade nas nossas vidas comuns e individuais

Sentir é algo que todos sabemos que existe mas que nem todos fazemos com que exista, sentir pode ser algo devastador enquanto não nos soubermos sentir.

Sempre me senti ligada à vida para além da minha, e o reiki em animais fez-me perceber o quão ligada ao mundo posso estar, o mundo que não verbaliza, mas que sente da mesma forma que eu sinto. A forma como eles se deixam levar pela energia que lhes transmito, e a forma como agradecem sem verbalizar é tão gratificante por ser demonstrada da forma mais genuína que conheço.

Senti-los, como se fizesse parte deles como se me deixassem entrar no seu mundo sem quaisquer receios, e como se soubessem que para mim não existe uma única barreira entre mim e eles, somos todos parte de um só, e a partir do momento que o sinto que sei que eles o sentem também.

Fazer reiki a animais que vivem oprimidos em associações, porque se sentem desintegrados e rejeitados, ajuda não só a estabelecer uma relação de confiança entre o terapeuta e o animal como também o tornará mais confiante e mais tranquilo, porque se sentirá ligado a algo ou a alguém e isso é muito importante para um animal que não tem nada e que vive rodeado de medo.

Na minha primeira prática de reiki em animais na APCA tive a oportunidade de agir enquanto terapeuta a diversos cães, sendo que um que estava numa box de pequenas dimensões após o tratamento se sentou no meu colo e ali ficou a agradecer-me com um olhar meigo e umas lambidelas o que me fez sentir extremamente grata por ter ajudado de uma forma tão simples e genuína. Acho que é algo que todos temos a possibilidade de fazer se assim o sentirmos, porque ajudar é algo tão gratificante como ser ajudado.

O reiki é uma linguagem para além de qualquer lei física pela qual me guio enquanto ser físico que sou, é a linguagem que une mundos, corpos e mentes. – Ana Filipa Saavedra Ferreira