Quando nos dedicamos a um serviço de terapia, quer em relação a nós quer em relação a outros, temos sempre que ter, claramente definido, o conceito do que é cuidar. A forma com que nos entregamos a esse serviço, como estamos presentes, como Somos, serão sempre acções de grande influência no factor relacional e no sucesso do nosso trabalho.

“O processo de cuidar é a forma como se dá o cuidado. Cuidar é mais que um acto, é uma atitude, portanto abrange mais que um momento de atenção e zelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afectivo com o outro.”

O processo de cuidar pode ser entendido como um conjunto de acções e comportamentos realizados no sentido de favorecer, manter ou melhorar a condição humana no processo de viver ou morrer. Neste sentido, o processo de cuidar é um processo interactivo, de desenvolvimento, de crescimento, que se dá de forma contínua ou em um determinado momento, mas que tem o poder de conduzir à transformação (Waldow, 1998).

Cuidar com Terapias Complementares
As terapias complementares podem ter um papel muito importante no cuidar e no cuidado da pessoa. Como exemplo, temos o Reiki. Esta terapia baseia-se em princípios como o Amor Incondicional, ou seja, a capacidade de dar, independentemente de a quem ou em troca de o quê, não menosprezando a responsabilidade profissional, a ética no atendimento e no estar com a pessoa. A sensibilidade que exige a prática desta terapia traz uma outra dimensão em todo o processo, quer no terapeuta, quer no seu cliente ou utente. Ao procurar uma terapia complementar, que tenha estes princípios por base, também o cliente deve estar ciente do âmbito da mesma, dos seus direitos, de todo o processo que o irá envolver no seu caminho para a cura, para o equilíbrio e bem-estar. Cuidar é também assumir a responsabilidade do trabalho que se irá realizar, sempre tendo em consciência o amor incondicional que nos deve guiar.