A tese do Campo Morfogenético é uma reflexão do biólogo inglês, Ruppert sheldrake. Segundo ele este campo é o responsável por ordenar e organizar o mundo das formas. Em tudo existiria esse campo invisível capaz de manter o equilíbrio das formas. O ser humano teria o seu campo; as plantas, os animais, enfim, tudo. Outros investigadores, como Thomas Khun, William McDougal e, por exemplo, Eugene Marais, levantaram as pontas desta teoria nas suas investigações e trabalhos de campo. Wayne Pots, ilustra a ideia de colectividade como um “superorganismo” através do comportamento dos peixes em cardume. Sempre que um predador se aproxima, todos eles movimentam-se rapidamente para os lados, de forma síncrona, não chocando uns com os outros, como reacção ao estímulos inesperado.

Para Sheldrake, os organismos vivos não herdam apenas os genes, mas também os
os campos mórficos. Cada ser vivo, animal, planta, homem, contribui para a criação destes campos dentro da sua espécie, assim, no caso do ser humano, podemos compreender melhor o conceito de “Inconsciente Colectivo”, postulado por Jung. Através da ideia do Campo Morfogenético percebemos que a sua construção advém de hábitos, é alimentada pela consciência comum do Homem, que se pode projectar ao longo do tempo e do espaço, “condicionando” ou “libertando” movimentos e pensamentos.

Uma história famosa criada por Sheldrake foi:

“Havia um arquipélago no Pacífico povoado apenas por macacos. Eles alimentavam-se de batatas, que tiravam da terra. Um dia, não se sabe porque, um desses macacos lavou a batata antes de comer, o que melhorou o sabor do alimento. Os outros observaram, intrigados, e aos poucos começaram a imitá-lo. Quando o centésimo macaco lavou a sua batata, todos os macacos das outras ilhas começaram a lavar as suas batatas antes de comer. E entre as ilhas não havia nenhuma comunicação aparente.”

Através desta tese, podemos reflectir sobre o comportamento do Homem, sobre a sua evolução, percebendo que cada um de nós pode fazer uma diferença no Campo Morfogenético, se soubermos criar as condições colectivas para isso.

Podem ler um estudo realizado na Universidade Federal do Amazonas, bastando estar registados no site do CENIF. [download id="1"]