A prece e a meditação, duas das vias mais tradicionais, conduzem-nos à experiência da transformação interior. Todas as grandes religiões do mundo utilizam uma destas formas de comunicação com o divino. Geralmente, quando rezamos, apelamos a um criador ou força divina; pedimos ajuda, orientação ou perdão num sentido activo. Temos em mente algo que queremos. Mas também rezamos pela pura experiência da comunhão ou da ligação.

Quando é praticada neste último sentido, a oração é muito semelhante à meditação: acalma a mente e afasta tagarelice do ego. Algumas tradições religiosas sugerem que se utilize um mantra (palavras ou sons que se repetem e que nós invocamos ou nos quais nos concentramos). Quando surgem outros pensamentos, a pessoa que medita é aconselhada a deixá-los passar e voltar a concentrar-se no mantra ou no silêncio da meditação. A certa altura, os pensamentos aleatórios deixam de ocorrer e a pessoa relaxa.

Tanto a oração activa como a meditação podem conduzir a uma experiência interior capaz de nos transformar, em que a nossa ligação com o divino é percebida num êxtase de formarmos uma unidade com todo o Universo.

James Redfield  excerto retirado de “A visão celestina”